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Centralizar a Amazônia nas produções audiovisuais do país pode estimular sua preservação

02/10/2023

O lançamento do livro “Arrabalde” foi o ponto de partida para que João Moreira Salles compartilhasse seus estudos sobre a Amazônia. Em meio à crise climática, o convidado do professor Chico Otávio abordou a relação entre a marginalização da Floresta e sua exploração. A distância cultural da população com a região é fruto de políticas que não deram prioridade à integração do território na identidade brasileira. Essa desconexão gera diversos obstáculos para uma defesa unificada ao meio ambiente.

João traçou um paralelo entre a Amazônia e a conquista do oeste, nos Estados Unidos, pela criação do imaginário progressista ao levar máquinas e energia para regiões antes povoadas por povos indígenas. Ao encarar a Floresta como uma periferia do Brasil, o país deixa de priorizar sua preservação e entende como necessária a descaracterização do local em busca de lucro. Esse processo se deu através de campanhas publicitárias, principalmente durante o Regime Militar, que taxavam a região Norte apenas como um potencial industrial.

A saída encontrada na década de 70 pelos estadunidenses, foi mobilizar a imprensa e o cinema nacional em prol de novas narrativas. Assim pode ser feito para abordar a complexidade da Floresta Amazônica, que não carece da agropecuária para se tornar relevante. Segundo o escritor, também se de investir em mostrar o aproveitamento dos recursos naturais da região, uma perspectiva que pode aumentar o interesse em valorizar o patrimônio do país. O cinema e a publicidade, assim, devem se tornar os principais instrumentos para a aproximacão dos brasileiros com as qualidades e necessidades da região.


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